A morte de um ente querido.


Tratar da morte de uma pessoa querida. Como fazer isso? Eu já passei por vários momentos navida em que precisei de forças para superar essa dificuldade. Minha avó materna, Maria, morreu em 1992. Um ano antes de eu nascer. Algum tempo se passou e minha avó paterna, Dijanísia, faleceu em 2003. Um baque enorme para uma criança, mesmo que não conviva muito com a avó, perdê-la. Mesmo que eu nao fosse o neto que passasse o maior tempo com ela e meu avô Antonio (são 12 tios!) eu fiquei transtornado, mas superei. Em 2003, um dos tios (mesmo nao sendo irmão de meu pai) que eu mais gostava, começa a ficar doente, e falece em setembro. Tio Helinho, um dos que (por parte de pai, marido de minha tia) melhor me tratava e que eu tinha um maior apego comigo. Foi mais um baque forte. Ainda em 2003, minha Tia Lena (por parte de mãe) vem pra Guará e começa a reclamar de dores. Em 2004 é confirmado tarde demais o quadro de leucemia dela, e falece no hospital universitário de Taubaté. Essa eu posso dizer que foi a que mais sofri. Uma mulher incrível (chorando agora), gente de roça, era o tipo da pessoa que fazia o possível ( e o impossível ) para te tratar bem. Me lembro como se fosse hoje, quando íamos pra casa dela (eu nunca gostei de roça/escuro) e ela ia toda carinhosa, arrumava o quarto dela pra gente dormir, forrava com as melhores cobertas que ela tinha e dizia ''Gente, a hora que voces quiserem dormir, podem ir. Duardo, se quiser ficar com a televisao ligada a noite inteira na sala, pode ficar.''. E é logico que eu nao ficava, minha mae nao deixava. Continuando, iamos dormir, e quando eram 5 da manha ela acordava (antes de todo mundo), ia pro fogao de lenha, fazia um bolo e deixava assando. Varria o terreiro, dava milho pras galinhas e voltava pra fazer o café. Quando todo mundo levantava ( eu nao dormia, por isso sei de tudo isso, eu ia ajudar ela ) ela tava esperando com a casa arrumada e o café pronto. Tudo naquela casa é especial e lembra a Tia Lena ( que também é minha madrinha ). Mais recentemente (2008) faleceu minha tia Carmen, de diabetes. Essa era uma figura. Tinha menos de um metro e meio de altura e vivia comendo doce, mesmo diabética. Era difícil vê-la, mas quando ela faleceu, fiquei muito abalado. Até porque fui para Taubaté e lembrei de vários momentos e de como era a tia Carmen. Também foram tantos outros que considerava bastante, como a Dona Alice, avó do meu cunhado, e a Dona Diná, avó de meu amigo.
E como passar inteiro pela morte de tantas pessoas queridas? (Principalmente pela morte da Tia Lena, esta que fui alguns dias antes para vê-la no hospital universitario, morreu de forma trágica e de uma doença grave, que podia ter sido curada).
Pedindo a Deus. Buscando forças na força maior que nos rege. Buscando força dentro de eu mesmo, e tentando entender o porque daquela pessoa ter ido. Tentar ficar consolado, nao conformado, mas entender a morte como uma coisa boa pra aquela pessoa. Um alivio para um sofrimento. Que aliás, a pessoa vai para um lugar melhor que nós, junto a Deus. ( Melhor que nós, mas ninguem quer ir. Incrivel né? ). Mas mesmo assim, pedir a Deus, orar ( seja qual for a religião, ou o credo ) e crer que aquela pessoa será aguardada, e estará muito feliz onde ela estiver.
E essa é a forma como devemos encarar. Com um misto de consolo e desabafo pessoal, fica o conselho. Peça ajuda a Deus, junte com as suas forças e apelos e coloque tudo nas mãos dele. Ele é seu maior amigo. Peça ajuda também a seu amigo aqui na terra. Porque somos todos irmãos, um dia todos vamos morrer e devemos sempre ficar felizes, mesmo que passando pela angústia da tristeza. O ser humano tem uma adaptabilidade imensa, e devemos aproveitar ao máximo essa adaptabilidade para enxergar os fatos, chorar por eles e superar, olhando sempre à frente porque Deus nos ama e temos um futuro prometido para nós. Fiquemos felizes por isto ;)

Abraços, Eduardo Souza.