Coitado Cidadão

Depois de muito tempo parado (despulpem-me) eu voltei, desta vez com um texto feito para a aula de história, mas que se encaixa perfeitamente na realidade, e que mereceu vir pra cá, espero que gostem, e continuem ligados no desouza.

Coitado Cidadão

Observando a sociedade atual, os conceitos iluministas e a música do Skank (Pacato Cidadão) podemos traçar vários raciocínios, dentre eles o de que o povo brasileiro é ‘’calmo demais’’, acredita em tudo o que o dizem, leva tudo com leveza, se contenta com pouco. Não é como os grandes pensadores iluministas, que se atreviam em desafiar a igreja católica (grande ‘’poderosa’’ da época) ,e acreditavam no que queriam apenas com provas, pensando e querendo provar tudo aquilo que pensavam. Muito ao contrário do coitado cidadão brasileiro. Aliás, o que seria coitado? Será que o cidadão pacato, e brasileiro, é realmente um coitado? Estão aí alguns pensamentos interessantes. Muitas vezes nos referimos ao cidadão brasileiro enaltecendo-o, dizendo que é o mais feliz, o mais honesto, entre outras qualidades. E quando nos despejam problemas, viram todos e apontam: ‘’É culpa do Governo!’’. Será que (claro, não desmerecendo as enormes qualidades do cidadão brasileiro, do trabalhador que rala de segunda a sábado 8 horas por dia, pra ganhar uma merreca de salário mínimo) não falta alguma coisa pra este cidadão, que por ser pacato, às vezes torna-se idiota? Será que o pacato cidadão brasileiro não deveria adquirir aquelas características do filósofo iluminista, aquele que pensa, que xinga, que grita, que quer ver tudo em sua mão para acreditar, que defende os seus interesses? Digo que às vezes o cidadão que é enaltecido pode se passar por idiota, porque é essa a realidade que todos nós vemos, até mesmo em nosso meio. Por exemplo, passam batidos problemas que deveriam ser de interesse do cidadão, como à que passos anda o político o qual ele votou e o qual decide grande parte da política do país. Saindo da política, indo além podemos observar as pessoas que estão conosco, que acabam não se importando com problemas vulgos banais, mas que deveriam ser de interesse seus. Coisas simples, mas que acabam passando despercebidas e acabam fazendo que o cidadão seja pacato demais. O cidadão brasileiro deveria ser como o pacato cidadão e como o filósofo iluminista, traçar planos, se interessar pela verdade, mostrar e provar aquilo que pensa e sente, defender suas idéias e não se enrolar em um mar de coisas mórbidas que o deixam estagnado, levando o seu dia-dia empurrado com a barriga, sem sentir, sem inovar, sem experimentar, sem gritar e tornar realidade o que está em sua cabeça. Sendo sempre aquele ‘’Pobre Coitado Cidadão’’ o qual sempre vamos ouvir falar nos telejornais: brasileiro, batalhador, trabalhador, mas infelizmente; pobre de espírito, pobre de mente, pobre de sentimento. Coitado do Cidadão.