Escapamentos

Tive um insight dentro da kombi e pensei em escrever isso. Sabe quando voce olha pro nada e o nada olha pra voce e diz 'Faça Isso.'
Eu nao gosto muito de escrever sobre o cotec, sei lá, acho chato. Real demais. Mas dessa vez foi necessário.
Esses dias que têm passado eu comecei a pensar muito sobre a situação no cotec, e como as pessoas encaravam a situação. Comecei a perceber que agiam de jeitos muito diferentes, cada um à sua maneira.
Eu estou meio vazio, meio triste. Tem muitas coisas e pessoas que me alegram nesse passar dos dias, mas no geral, as coisas parecem não mais valer a pena. Sempre caio num laço de maresia.
Percebi que estão todos no mesmo barco. Todos acham a situação no cotec estranha. Mas têm reações diferentes uns dos outros. Uns como eu; procuram rir, descontrair, procurar aquilo ou aqueles que lhe fazem bem, fugir da realidade, sonhar alto. Outros fivam apenas tristes e levam o dia-dia estudando ou se ocupando. Outros jogam bola, correm, se dispersam, jogam suas ''energias negativas'' em algum esporte. Outros (um pouco como eu também) riem, falam merda, coisas sem sentido. Outros, de uma forma ruim, zoam os outros, procuram falhas no próximo para justificar os seus defeitos, em suma, ficam enfiando o dedo na ferida dos outros pra estancar o seu próprio sangue. E outros ( como eu fiquei por um certo tempo ), navegando em um mar de lamentações, sempre acham que tudo está péssimo e não fazendo nunca merda nenhuma pra mudar.
Sempre devemos buscar melhorar nossas falhas, cada um de sua maneira, porém, sem interferir nos sentimento das pessoas. Ajudar é o mais sensato a fazer, e não ver que a pessoa está igual-pior que você, ir lá e pisar em cima dela. Alto astral é sempre muito bem vindo.
Muita gente pode estar igual nesse mar de lamentações, porém reagem de maneiras diversas e têm opiniões diferentes sobre o assunto, como todo o ser humano: Diferente.
O importante é saber que você muda sua vida. Você dá rumo pra ela, da mesma forma que busca ''Escapamento'' pra sua tristeza. Podemos, como entramos, sair desse 'loop' infinito. Se voce quiser, voce nao faz. Mas se voce fazer, voce terá resultados. É meio óbvio, mas faz sentido.

Você faz. Você muda.

E viva as diferenças.

Um Professor Querido


Parece marcação, e talvez até seja coincidência. Falei de morte um post atrás e hoje, faleceu de manhã o Profº João Carlos (dentinho), que deu aula para mim no Ernesto Quissak de Desenho Geométrico (Artes) da 5ª à 8ª série. Muito triste. Fiquei sabendo na hora que tava indo pro cotec, me contaram na rua, matei aula e fui ao velório. Muitos alunos do Quissak estavam lá, o pessoal chorou muito. E realmente, emocionou, tanto pela situação do momento quanto por lembrar de tudo que ele passou conosco nesses anos ( e em muitos outros anos para os outros alunos).
Porém fica a lembrança, era um cara muito gente fina, ensinava o que tinha pra ensinar bem e sempre zuando e de vida alegre, chegava na sala cantando e zuando com os alunos. Lembro que chamavamos ele de Ana Maria Braga, Gertrudes, Loira e outras coisas. Todas as suas aulas tinham muita briga (com ele), e muita risada. Foi nosso convidado (nao lembro o nome disso) na formatura da 8ª Série. Todas as salas queriam que ele fosse, mas ele foi apenas 'nosso'. Vide foto. Uma das ultimas coisas que eu lembro dele foi na formatura de 2008 (já era aluno cotec) que eu tava no Quissak e ele me disse; ''Credo Eduardo, vai embora daqui! Já se livrou dessa pobrada agora some!'' e eu respondi ''Chéé sor! Eu tenho raiz fincada aqui!'' e rimos. Dias atrás fuçando nas minhas coisas achei uma ''Proposta'' (desenhos) prova bimestral e estava escrito assim: "6" e embaixo eu escrevi ''Getrudes! Brigado pela nota baixa!''. Vale lembrar também do caráter dele, que há um ano atrás vendeu sua casa e aplicou o dinheiro para cuidar de sua mãe, que estava doente.
Muito amigo de seus alunos e dos docentes do Ernesto Quissak, fica na memória, 'o sor dentinho'. Que participou deixando uma mensagem boa de alegria para nós. Não merecia ficar sofrendo, com certeza Deus sabe o que está fazendo, levando esse filho amado para junto dele.

Meus sentimentos e vá em paz, sor!

Obrigado, Thank You, Merci, Tack !

Não sei como, mas no email que eu recebo semanalmente do Dot TK ( numero de acessos semanais ), apareceram 22 acessos ( meu numero de sorte ), veja:
DOMAIN NAME: DESOUZA.TK
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Total number of visitors in this period: 22

Top 5 countries from where your website has been
visited in this period:
1. U.S.A. - 10 visitors.
2. Brazil - 9 visitors.
3. France - 1 visitors.
4. Sweden - 1 visitors.
5. United Kingdom - 1 visitors.
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Já faz um tempinho que vêm aparecendo visitantes de outros paises, eu achava que era engano. Mas dessa vez foram 10 acessos dos Estados Unidos e 3 de outros países, além de 9 brasileiros. Muito obrigado aos que acompanham aqui do Brasil ( mesmo com meu recente 'abandono' ao blog ) e obrigado aos que acompanham tambem de outros países. Creio que eu esteja agradando.

Obrigado! Eduardo Souza.

A morte de um ente querido.


Tratar da morte de uma pessoa querida. Como fazer isso? Eu já passei por vários momentos navida em que precisei de forças para superar essa dificuldade. Minha avó materna, Maria, morreu em 1992. Um ano antes de eu nascer. Algum tempo se passou e minha avó paterna, Dijanísia, faleceu em 2003. Um baque enorme para uma criança, mesmo que não conviva muito com a avó, perdê-la. Mesmo que eu nao fosse o neto que passasse o maior tempo com ela e meu avô Antonio (são 12 tios!) eu fiquei transtornado, mas superei. Em 2003, um dos tios (mesmo nao sendo irmão de meu pai) que eu mais gostava, começa a ficar doente, e falece em setembro. Tio Helinho, um dos que (por parte de pai, marido de minha tia) melhor me tratava e que eu tinha um maior apego comigo. Foi mais um baque forte. Ainda em 2003, minha Tia Lena (por parte de mãe) vem pra Guará e começa a reclamar de dores. Em 2004 é confirmado tarde demais o quadro de leucemia dela, e falece no hospital universitário de Taubaté. Essa eu posso dizer que foi a que mais sofri. Uma mulher incrível (chorando agora), gente de roça, era o tipo da pessoa que fazia o possível ( e o impossível ) para te tratar bem. Me lembro como se fosse hoje, quando íamos pra casa dela (eu nunca gostei de roça/escuro) e ela ia toda carinhosa, arrumava o quarto dela pra gente dormir, forrava com as melhores cobertas que ela tinha e dizia ''Gente, a hora que voces quiserem dormir, podem ir. Duardo, se quiser ficar com a televisao ligada a noite inteira na sala, pode ficar.''. E é logico que eu nao ficava, minha mae nao deixava. Continuando, iamos dormir, e quando eram 5 da manha ela acordava (antes de todo mundo), ia pro fogao de lenha, fazia um bolo e deixava assando. Varria o terreiro, dava milho pras galinhas e voltava pra fazer o café. Quando todo mundo levantava ( eu nao dormia, por isso sei de tudo isso, eu ia ajudar ela ) ela tava esperando com a casa arrumada e o café pronto. Tudo naquela casa é especial e lembra a Tia Lena ( que também é minha madrinha ). Mais recentemente (2008) faleceu minha tia Carmen, de diabetes. Essa era uma figura. Tinha menos de um metro e meio de altura e vivia comendo doce, mesmo diabética. Era difícil vê-la, mas quando ela faleceu, fiquei muito abalado. Até porque fui para Taubaté e lembrei de vários momentos e de como era a tia Carmen. Também foram tantos outros que considerava bastante, como a Dona Alice, avó do meu cunhado, e a Dona Diná, avó de meu amigo.
E como passar inteiro pela morte de tantas pessoas queridas? (Principalmente pela morte da Tia Lena, esta que fui alguns dias antes para vê-la no hospital universitario, morreu de forma trágica e de uma doença grave, que podia ter sido curada).
Pedindo a Deus. Buscando forças na força maior que nos rege. Buscando força dentro de eu mesmo, e tentando entender o porque daquela pessoa ter ido. Tentar ficar consolado, nao conformado, mas entender a morte como uma coisa boa pra aquela pessoa. Um alivio para um sofrimento. Que aliás, a pessoa vai para um lugar melhor que nós, junto a Deus. ( Melhor que nós, mas ninguem quer ir. Incrivel né? ). Mas mesmo assim, pedir a Deus, orar ( seja qual for a religião, ou o credo ) e crer que aquela pessoa será aguardada, e estará muito feliz onde ela estiver.
E essa é a forma como devemos encarar. Com um misto de consolo e desabafo pessoal, fica o conselho. Peça ajuda a Deus, junte com as suas forças e apelos e coloque tudo nas mãos dele. Ele é seu maior amigo. Peça ajuda também a seu amigo aqui na terra. Porque somos todos irmãos, um dia todos vamos morrer e devemos sempre ficar felizes, mesmo que passando pela angústia da tristeza. O ser humano tem uma adaptabilidade imensa, e devemos aproveitar ao máximo essa adaptabilidade para enxergar os fatos, chorar por eles e superar, olhando sempre à frente porque Deus nos ama e temos um futuro prometido para nós. Fiquemos felizes por isto ;)

Abraços, Eduardo Souza.

"Dar conselho é uma forma de reciclar o passado da Lixeira."


Com a frase do video "Sunscreen" começo esse post. Realmente, dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lixeira, pegar todas as nossas experiencias, ocultar o que foi ruim e passar ele adiante, de uma forma nostálgica, especial, fazendo com que o futuro do próximo seja melhor que o nosso passado. Conscientemente ou nao, é isso que acontece, sempre.


Fica o pensamento, aceite conselhos, dê conselhos. Seja compreensivo.


Abraços ;D